As provas da existência de tais manuscritos foram oferecidas no século XI, ganhando intensidade no século XIV, no Oriente. Entretanto apesar dessa comprovação, o impulso da difusão do ensino só viria com a obra do frei italiano Luca Pacioli¹, editada em 1494, em Veneza, razão pela qual o professor Federigo Melis constitui como marco da era da Literatura tal acontecimento.
Todavia o escritor Antônio Lopes de Sá, baseando-se em provas de seriedade incontestável, - embora não houvesse o recurso da impressão, sendo os livros copiados de manuscritos – aceita e defende como marco histórico da difusão do ensino da Contabilidade e início da era da Literatura, o século XI, defendendo a aparição dos trabalhos escritos no Oriente Médio, a exemplo do trabalho de Ismail Otar.
Crê-se não haver dúvidas sobre a produção literária ter ganhado intensidade a partir do século XIV, e mais tarde consolidada com a obra do frei Pacioli; entretanto Lopes de Sá chega a afirmar que se deve atribuir o mérito do impacto causado por tal publicação à sua impressão – realizada no processo que fora aperfeiçoado por Gutemberg no século anterior e que contribuíra alcançando maior números de exemplares – e não exatamente ao conteúdo do livro.
Lopes de Sá comenta ainda acerca da circulação de nada menos que seis obras no Oriente Médio; isso antes da obra de Paciolo haver sido editada². A obra manuscrita de Abdullah Ibn Mohammed Ibn Kya al – Mâzenderâni, de 1330, por exemplo, é um importante livro de 277 páginas e já trazia Diário, Razão, Livro de Apuração de Resultado, bem como livros auxiliares e casos especiais de escrita contábil, como Construção, Armazéns, Navegação, etc. Esta surgira antes de algumas e após outras no Oriente Médio, antecedendo, todavia, a obra do frei Paciolo e já apresentava o método das partidas dobradas, igualando débito e crédito.
Cotrugli, italiano, já expunha a partida dobrada em 1458, através de sua obra manuscrita, intitulada Della mercatura e del mercante perfetto; entretanto só viria a ser editada em 1573, atribuindo a invenção, reformação, ou seja a primeira autoria das partidas dobradas ao frei Luca Pacioli – afirmações desmentidas pela realidade histórica.
Algumas contábeis do século XVI
Em 1516, na Itália, surge a obra de Gian Francesco Aritmético – manual de cálculo contendo poucas páginas dobre a partida dobrada; em 1518 era editado, na Alemanha, um livro de Matheus Schwarz; posteriormente, em 1525, na Itália, surgia a obra de Giovanni Antônio Tagliente, de nome Luminario di arithmetica, libro doppio.
¹ Frei franciscano nascido em Borgo di San Sepolcro, Toscana, em 1447 e falecido em 1517.
² Segundo estudos de Göyünç, referidos pelo professor Otar.






O filme como um todo, nos traz uma abundância de recursos para obtenção da comunicação, sendo ímpar em várias cenas, em exemplo ao mostrar como a personagem – que desconhece o código local – terá sua presença imprescindível ao evitar uma tragédia eminente com outro estrangeiro. Apenas Viktor dominava seu idioma e só ele conseguiu resolver aquilo.
